quinta-feira, 19 de agosto de 2010
O dia em que furtei perfumes
Tive insônia essa noite e acordei não acordando. Olhando melhor tive certeza, o que eu tinha era INQUIETUDE. Não queria nada de mim em mim. Maquiagem simples. Nenhum perfume. Mas lá, no elevador encontrei o primeiro motivo que deu nome ao texto. Cheiro, perfume, algo que não era meu. Na faculdade mais um. No carro, no shopping, em casa... Descobrir que em dias que não quero nada de mim hajo quase que discretamente furtando perfumes alheios. Tenho um frasco imaginário, em forma de coração, mas o fechar deste é tão seguro que quase nenhuma essência e nota, desses tais perfumes, dessas tais pessoas, me escapam. Vivo assim, formando o frasco do meu perfume paralelo ao da minha vida, pois eu não saberia viver com apenas ao que me cabe, pelo contrário, tenho olhos tão abertos, tão vivos, sou eu mesma quem peço ao Pai que derrame luz neles, quem sabe assim o 'filtrar' seja de coisas boas, construtivas, a essência de cada pessoa que divide comigo o meu caminho e que a nota seja doce, bem doce.
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2 comentários:
Gostei desse! Parabéns, Ká!
Obrigada! Tu é queridíssima, amiga.
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